POESIA VI

COMO UM RIO

Quero ser
Como os rios,
Que correm lentos
Dizem, silenciam
Se mostram, refugiam...
Nutrem silêncios
Captam ruídos...
Experimentam medos
Expôem-se a tempestades
relâmpagos e trovões...
Lavam margens,
Arrastam cacos, pedras
Brotam sementes
Regam rosas
Matam a sede
Dão vida...
Renovam-se
Lavam a alma...

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