domingo, 18 de janeiro de 2015

“Mesmo sendo uma pessoa cujo marido e sogra foram assassinados, sou firme e decididamente contra a pena de morte... Um mal não se repara com outro mal, cometido em represália. A justiça em nada progride tirando a vida de um ser humano. O assassinato legalizado não contribui para o reforço dos valores morais." - Coretta Scott King, viúva de Martin Luther King.






Conheço pouquíssimos ateus declarados. Todos eles são absolutamente contrários à pena de morte. Talvez pelo respeito que devotem a uma experiência única e que nunca se repetirá, para eles: a vida.
Ok, cada um a seu modo, Stálin na URSS, Mao na China passaram pela terra para provar que o desprezo pela vida independe de religiões. Mata-se também por puro ódio, por poder. As fogueiras não precisam ser santas.
O que me espanta é que todos os que conheço favoráveis à pena capital são cristãos; portanto, em tese, crêem nos dez mandamentos. Um deles diz expressamente: "não matarás". Não há exceções.
Nada de "matarás o assassino" ou "matarás o traficante". Deus não escreveu um "parágrafo único": "salvo nos casos a seguir"...
Cada vez mais me espanto com a religiosidade " self service". A Igreja diz que não pode haver sexo antes do casamento, mas eu discordo. Faço. A igreja é contra a pena de morte, mas eu defendo. A igreja proíbe a usura, eu pratico agiotagem.
Pego o que me interessa e jogo o resto fora.
Nada mais pós-moderno. Nada mais cômodo. Nada mais deplorável.
Ps.: este post NÃO é de forma alguma um protesto contra a incoerência religiosa (coisa absolutamente banal) do ponto de vista de um religioso - não sou exemplo de nada nem quero ser.

  Esse texto foi escrito por Thiago Cunha  meu filho.
Além de um filho maravilhoso, é inteligente e uma pessoa 
extremamente generosa...
Eu agradeço a Deus todos os dias os filhos que Deus me deu;
cada um diferente do outro; mas todos três com uma luz muito
especial; generosos, dedicados e sensatos; isso é a maior riqueza para uma mãe. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sim,
Ana Clara era uma menina sonhadora, romântica;
ingênua,impulsiva,curiosa;
cheia de sonhos,medos,segredos
no diário registrava imagens lembranças
momentos; sentimentos e emoções
Distancias e saudades
palavras e silêncios...
Dentro de teus sonhos morava
um menino de olhos ternos;
Sorriso pouco, sincero;
passos longos, largos; poucas  palavras e intermitentes silêncios...
Nunca alcançou o sentimento dele; se era amor, amizade...
Um dia ela o quis palavra, raiz, rio...
Depois nada disso importou mais
Que fosse o silêncio,
Que fosse o mistério,
o mar, o pássaro...
Pensava nele sem correntes; 
Deixava-o ser o que quisesse, 
apenas o impulsionava a ser o que era... 
No fundo ela sabia, Ter, era fugaz 
Existir era  eterno...
Vivia o instante "mágico"
O passado a atraia,  o presente a mantinha,
O passado a envolvia, o presente a absorvia,
O passado fascinava, o presente determinava...
O passado a apaixonava, o presente a direcionava...
Por instantes, seus olhos se fechavam,
Vivia  os sonhos; mas em instantes o  presente a acordava...
Um dia, reencontrou aqueles olhos castanhos;
numa noite em que seu corpo estremeceu.
Pecou, sim, pecou na intenção...
O gesto?
Parafraseando Mario Quintana;
"Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos..."
De certa forma vivenciar aquele reencontro foi bom;
acendeu uma chama; percebeu-se viva!
O amor idealizado; não passara de um sonho de menina, 
e de alguma forma acordou o "presente" ; que andava dormindo;
e sentiu medo de perdê-la...
Sim, o amor é como uma planta, se não regar, se não cuidar morre...
Ainda bem que ela cuidou; do amor real...
O sonho? A idealização?
Ficou no passado, mas foi inesquecível porque foi puro;
o primeiro; e embora solitário,jamais correspondido, foi lindo... 
Sim, aquele amor  ela não o teve;
mas ele existiu; por isso eternizou...