terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sim,
Ana Clara era uma menina sonhadora, romântica;
ingênua,impulsiva,curiosa;
cheia de sonhos,medos,segredos
no diário registrava imagens lembranças
momentos; sentimentos e emoções
Distancias e saudades
palavras e silêncios...
Dentro de teus sonhos morava
um menino de olhos ternos;
Sorriso pouco, sincero;
passos longos, largos; poucas  palavras e intermitentes silêncios...
Nunca alcançou o sentimento dele; se era amor, amizade...
Um dia ela o quis palavra, raiz, rio...
Depois nada disso importou mais
Que fosse o silêncio,
Que fosse o mistério,
o mar, o pássaro...
Pensava nele sem correntes; 
Deixava-o ser o que quisesse, 
apenas o impulsionava a ser o que era... 
No fundo ela sabia, Ter, era fugaz 
Existir era  eterno...
Vivia o instante "mágico"
O passado a atraia,  o presente a mantinha,
O passado a envolvia, o presente a absorvia,
O passado fascinava, o presente determinava...
O passado a apaixonava, o presente a direcionava...
Por instantes, seus olhos se fechavam,
Vivia  os sonhos; mas em instantes o  presente a acordava...
Um dia, reencontrou aqueles olhos castanhos;
numa noite em que seu corpo estremeceu.
Pecou, sim, pecou na intenção...
O gesto?
Parafraseando Mario Quintana;
"Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos..."
De certa forma vivenciar aquele reencontro foi bom;
acendeu uma chama; percebeu-se viva!
O amor idealizado; não passara de um sonho de menina, 
e de alguma forma acordou o "presente" ; que andava dormindo;
e sentiu medo de perdê-la...
Sim, o amor é como uma planta, se não regar, se não cuidar morre...
Ainda bem que ela cuidou; do amor real...
O sonho? A idealização?
Ficou no passado, mas foi inesquecível porque foi puro;
o primeiro; e embora solitário,jamais correspondido, foi lindo... 
Sim, aquele amor  ela não o teve;
mas ele existiu; por isso eternizou...
Postar um comentário