quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pausa poética... " Asas ,vôos, metas, ideais".

"A vida se encarrega de nos fazer crescer e amadurecer."

Num passado não tão distante
Ixia, quis que Lírio fosse palavra;
Ele preferiu ser silêncio...
Quis que fosse chão
Ele preferiu ser pássaro...
Quis que fosse rio;
Ele preferiu ser mar...
Íxia amadurecera...
Nada disso a importava mais,
Ele era LIVRE!
Se quisesse ser silêncio;
Que fosse o mistério...
Se quisesse ser mar;
Que fosse o infinito...
Se quisesse ser pássaro ;
Voar, voar, voar...
Agora,
Ele era mar!
Metade de suas águas esperavam palavras
Outra parte, apenas silêncio...
Num instante, transbordava de ternura,
ansiava a presença;
Noutro refugiava-se, a deixava ir
Não podia e nem queria perder o domínio de suas águas;
Precisava fluir...
Filtrava,
Vivia a possibilidade de tudo,
e em tudo, "ser tudo"
Não podia dispersar-se...
A vida lhe cobrava.
Talvez nem fosse a vida.
e sim o o ego...
O menino, agora era um homem.
Ainda tinha encanto no olhar
Sentia emoções.
Mas
"Homem não chora nem por dor Nem por amor"
VIVIA O "INSTANTE"
As certezas, as Dúvidas,
Os conflitos, a paz...
Pra trás as lembranças,
as memórias
Momentos idos vividos
Ternos, tensos e intensos
Distancia e saudade
Buscava o equilíbrio!
Asas ,vôos,metas, ideais...
Novos caminhos.
Silêncios!
Talvez, inconcientemente; o adeus!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Parte XX V Voar... Voar... Voar...

Não foi a formatura de Lírio.
Sem chances!
Viu as fotos.
A irmã de um dos formandos, Petúnia
fez questão de mostrá-la.
Ele estava lindo!
Sentiu uma ponta ciúme quando o viu todo Feliz
ao lado de Petúnia e sua amiga(vizinha) que também esteve lá.
Alguma coisa dentro de Íxia começava a mudar...
Amava-o, isso era fato.
Mas aquele sentimento por maior que fosse não a tornava "burra"
nem "cega", "nem tola" , nem ingênua...
Questionava-se.
Brigava consigo mesma o tempo todo...
As vezes se perguntava até que ponto o que via em Lírio
não era apenas aquilo que queria ver,
até que ponto ele nada mais era que uma projeção do que sentia...
Em alguns momentos sentia-se confusa.
Ao mesmo tempo que se encontrava
submersa em sentimentos,
que lhe inspirava escrever, fazer versos,
sonhar acordada, adormecer sonhando com ele; queria riscá-lo de sua vida...
Mas aí sempre havia algo que a fazia acreditar de novo
e apostar naquela historia de amor ...
Chegava a se lixar pra quem lhe dissesse que fazia papel de boba
insistindo em gostar de alguém que só fazia brincar com os seus sentimentos;
e não eram poucos, a maioria de seus amigos chamavam-no de "fantasma"
Seu coração talvez fosse "bobo mesmo" pensava, tinha mania de insistir...
Talvez porque aquele romance vivido entre eles tenha sido de delicadezas,
De poucas palavras, mas de puro sentimento.
Íxia sabia. Tudo poderia mudar ainda mais entre eles.
Agora ele seria como um rio correndo acelerado...
Talvez, metade de suas aguas esperassem suas palavras
a outra seu silêncio...
Talvez parte de suas águas captassem o instante de ternura,
quem sabe até ansiasse por isso;
a outra dominaria suas águas,
para fluir e não dispersar-se do seu ciclo;
para viver a possibilidade de tudo, e em tudo ser tudo...
Agora ele era um pássaro com uma vontade incontrolável de voar.

Ah! Ixia Sabia! Seu vôo o distanciaria ainda mais ...
Teria a oportunidade de ver lindas paisagens,
as mais escondidas, as mais profundas.
Era agora um pássaro livre.
Nas "asas" o poder de mudar o seu destino...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Parte XXV Emoções que os os olhos não podem ver mas que a alma sente e se enche de ternura


De volta!
A cidade
, a rotina...
D. Hera não comentou o acontecido.
Tampouco falou sobre a "escapulida de Íxia "
Era um segredo entre mãe e filha.
Uma demonstração de afeto e confiança que
Íxia jamais esqueceria.

A vida seguiu...
Três meses se passaram.
Agora, já era setembro.
Início de primavera.
Estação com o poder de despertar sentimentos,
suscitar fios de lembranças
Fazer a mente voar e os pés alcançar as nuvens tocados pelo encanto...
Emoções que os os olhos não podem ver mas a alma sente e se enche de ternura
Com a alma cheia de FELICIDADE assim se sentiu com a carta de Lirio
convidando-a para sua formatura.
Sentia-se feliz por ele.
Uma conquista importante para um pássaro em vôo...
O que sentia por ele nunca deixaria de ser amor.
Talvez aquele amor simplesmente transformasse. se renovasse de outra forma; mas sempre, sempre seria amor...
Torcia pela sua felicidade mesmo que não estivesse envolvida nela.
Quem sabe estivesse...
O coração de Íxia era assim; em alguns momentos, se fechava, mas para aquele amor sempre existia uma fresta...

Seu amor era como um diamante, seu brilho não se deteriorava com o tempo.
A verdade, era que não se podia simplesmente esquecer um amor,
apaga-lo da mente e fingir que nunca existira.
..
Vivaz, sua melhor amiga talvez lhe dissesse:
- "Vire a página"
Mas ela, embora fosse apenas uma adolescente, no seu caso, em relação aquele amor, sentia; não podia virar a página sem esgotar todas as possibilidades de sua leitura...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Parte XXIV Pecado? Só se fosse o pecado de amar sem ser correspondida...

Íxia queria um "peito emprestado" porque a dor não mais cabia no seu...
Enquanto caminhava pela praia tentava conter a tristeza porque precisava se adiantar e não queria complicar-se ainda mais, muito menos D Hera.
Já estava no horário do ônibus partir e ela estava ainda ali na praia...
Tentava caminhar mais rápido do que as lágrimas que mesmo contra a sua vontade e esforço escorriam pela sua face...
O emaranhado de sentimentos impunha-lhe tristeza que precisava conter.
Esticou os braços, sentindo o vento. Como amava o vento!
E aquela brisa
suave serenava-lhe o espirito.
Talvez estivesse começando a descobrir o sentido da vida:
"Viver é não esperar a tempestade passar, mas aprender como dançar na chuva."
Olhava ansiosamente o relógio. Uma hora de atraso.
Não sabia qual seria a reação da mãe.
Tinha certeza de uma coisa, D. Hera confiava nela.
Talvez por isso, aquela "transgressão" trazia-lhe um sentimento de culpa imenso.
Mas aí em fração de segundos se perdoava...
Afinal, qual o pecado cometido?
Pecado de Amar?

Havia conhecido um sentimento tão rico
que talvez a maioria das pessoas não tiveram a oportunidade de conhecer; o amor.
Tão puro que transbordava, dava-lhe asas, podia até tocar o céu...
Ah Sim! pensava Íxia agora em voz alta;
( Só se fosse o pecado de amar sem ser correspondida...)
De longe avistou o ônibus da Romaria. Todos já estavam acomodados. apenas a mãe aguardava-a do lado de fora.
A mãe olhou bem dentro dos seus olhos. Não disse nada.
Com os mesmos olhos de amor, puxou-lhe as orelhas.
De certa forma a mãe compreendeu a decepção da filha.
Sabia que algo havia acontecido. Estava triste.
Ocultar da mãe o que sentia era impossível,
pois os olhos sempre contavam a verdade; principalmente os seus queeram transparentes .
Talvez essa tenha sido uma das primeiras manifestações da mãe com aquele momento "adolescente apaixonada" vivido por Íxia.
Sentir aquela compreensão e carinho, abrandou-lhe o espírito

Entrou no ônibus.

Seguiram viagem...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Parte XXIII Às vezes você tem que sorrir e fingir que tudo está bem, segurar as lágrimas, e simplesmente ir embora.”

Lirio havia entrado em sua vida como brisa mansa. Terna e doce
Trouxera-lhe cor e tom, amizade e amor.
A brisa , ainda mansa agora era fria, triste. Quase tonta.
Aos poucos ia
congelando sua alma...
Estava com os olhos cegos de lágrimas
Inundaria as ruas com sua tristeza se não impusesse
a si
o total controle de suas emoções.
Tinha que manter uma atitude inteligente e sensata
Sem amarguras, sem queixas e com serenidade...
Queria fugir , escapar daquela dor.
Afogar-se naquele mar a sua frente...
Seu coração estava em pedaços.
A razão zombava dela em voz alta:
"Tudo não passou de uma ilusão do seu coração.
O amor de lírio nunca existiu foi pura invenção"
Tentava a todo custo trocar o ponto de interrogação
pela reticência...
No fundo, tentava justificar o comportamento de Lírio.
Talvez porque seu amor fosse verdadeiro...
Teve um misto de compreensão e raiva.
Não! Não podia sentir raiva.
Um passado tinha existido antes daquele encontro
Um passado maravilhoso...
Duvidas pairavam como uma nuvem sobre sua cabeça.
Estava triste e decepcionada.
Mas a vida continuava, havia uma vida "lá fora"...
Precisava reagir.
D Hera a aguardava.
Conteve as lágrimas.
Seguiu...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Parte XXII O primeiro passo do adeus...


T
inha todos os motivos do mundo para estar radiante!
Enquanto caminhava seus olhos brilhavam de admiração.
O
pôr-do-sol no mar; A paisagem verdinha cobrindo as montanhas;
Navios saindo e chegando no cais...
Estava cada vez mais próxima de encontra-lo; o que a deixava feliz e ao mesmo tempo insegura.
Sua
alma andava de mãos dadas com as mão dele.
E ele? Segurava as tuas mãos?
A verdade é que dentro de si havia uma pequena "insegurança"
Mas naquele instante queria mesmo é despir-se de todos os medos...
O portão se abriu e um aprendiz veio atendê-la.
Teve vontade enorme de voltar atrás, mas se esforçara tanto
que não fazia sentido desistir ...
Esperou por ele em uma das salas de espera.
O coração parecia pular pra fora.
Corou a face como se ainda tivesse 11 anos, quando o viu chegando.
Embora distantes há tanto tempo podia conhecê-lo pelo olhar.
Lirio era transparente.Podia perceber que ele não estava à vontade.
Esperava o brilho do olhar que falava aos seus. O sorriso largo. O abraço,
o beijo,( ainda que apenas o toque fino nos lábios só para constar...)
Foi extremamente educado. Apresentou-lhe a todos os amigos.
Fez isso com uma rapidez tão grande como se quisesse se despedir depressa.
Mesmo assim, Íxia lhe ofereceu seu gesto
simples de carinho,
Um beijo doce na face, carregado de sentimentos.
O que o fez sentir ainda mais culpado.
Íxia pela primeira vez não conseguia
decifrar os seus olhos.
Tampouco seu silêncio.
Indiferença é o pior silêncio que se pode ouvir...
Sentia-se Rosa num jardim de gelo.
Suas pétalas não se abriam com o toque fino de suas mãos
e sim congelavam com aquele intermitente silêncio...
Ainda Tinha dúvidas quanto aquela indiferença de Lirio.
Parecia Fingir uma indiferença.
O que explica a tentativa de Ixia tentando a todo custo
qualquer sinal de amor que ainda pudesse existir .
Mas ele não segurava seu olhar por muito tempo, embora o coração dos dois
batesse no mesmo ritmo.
Podia ser outra ilusão de seu coração de menina romântica
mas sentia que Seus olhares se pertenciam e não havia outra pessoa tão importante no "mundo dele".
Então como explicar aquela indiferença?
Lírio talvez não estivesse preparado para aquele amor, embora gostasse dela de forma terna e singular.
As coisas não eram tão simples como nos contos de fada.
A realidade era mais dura e complicada...
Aquele amor exigia dele respostas das quais não tinha dentro de si. Seus passos eram longos e largos e os seus horizontes muito distantes dos horizontes de Íxia..
Era um pássaro diante da "grande oportunidade de vôo"
Vôo que ela talvez não estivesse disposta a compreender e esperar...
Não houve adeus.
só o sentimento contido naquele sorriso triste que ela dera ao dar as costas a ele; Só o olhar confuso que ele fizera ao dar as costas a ela.
Sem que ele percebesse ela acompanhou-o com os olhos todo o trajeto até o portão. Aquele jeito de andar que era só seu. Seguro.
Não estava b
em resolvido. Ela sabia. Apenas usava uma capa "protetora"
para não torná-lo fraco diante dela.

Quem poderia afirmar que Ixia estava preparada pro seu mundo?
Nem mesmo ela tinha essa resposta.
Sabia que o amava. Sentia -se capaz de espera-lo o tempo que fosse.
O que era pura ilusão de adolescente apaixonada.
O tempo e a distancia poderia afastá-los e sua espera inútil.
Talvez no seu caso bastasse as lembranças, os retratos, as cartas, o "amor"
Mas ele certamente conheceria outros lugares, e quem sabe um novo amor?
No começo, ainda crianças eram só os dois e o amor distante e puro.
Agora, eram as escolhas...

Acho que não se deram conta disso quando juraram amor eterno.
Claro que não! Sabíam muito pouco da vida, dos sonhos, das tempestades, relâmpagos e trovões...
Sentiam apenas a energia que alimentava o amor e sobre os fios de encaixe.
Nada sobre "desconexões."
Naquele instante de despedida, Lírio deixou sua bagagem.
Saiu carregando "dentro de si" apenas um pouco de Ixia.
Ao contrário, ela não foi capaz de derramar a bagagem pra deixar ali tudo ou pelo menos um pouco de tudo que havia vivido com ele e por ele...
Voltou com a bagagem cheia de lembranças e esperanças e sem dizer adeus...
Ele? Talvez tenha até sofrido...
Mas pra ele aquele momento já era o começo de um adeus...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Parte XXI A energia do amor...

Amanheceu e todos seguiram rumo ao convento da Penha.
Haveria uma forma de "distrair a todos" pensava Íxia.
Não pensava sozinha. Tinha uma aliada que ajudava na estratégica.
Começaram a subida.
D. Hera estava a frente com as amigas. Permitiu que fosse com a agora amiga Zinia.
Apenas lhe atentava ao cuidado para não se perder da turma.
Por alguns breves instantes sentiu-se culpada por estar enganando a mãe
mas dentro dela uma voz lhe dizia:
"Vai, voa... Sabes bem seus limites...
Você é responsável, firme, decidida, ajuizada,
Nada fará a não ser "ver o seu amor"
Vai, vai... Depois acerta tuas contas..."
É incrível a intensidade
de emoções que uma adolescente consegue experimentar tão intensamente no mesmo dia...
Enquanto D. Hera subia lentamente as escadarias, Íxia descia sob os olhares de Zinia que fazia sinal positivo com a cabeça.
Desceu!
Não sabia explicar aquela sensação. Estava disposta a pagar o preço.
O amor a deixava pouco mais corajosa ou será que "inconsequente"?
Questionava-se a todo instante...
Talvez soubesse "Da inconsequência e fragilidade no amor" mas sabia apenas através dos romances que costumava ler.

Mais isso estava acontecendo na pratica.
Complicado de lidar. Não existia manual de instruções. Estava ali. Só!
Não tinha nada a fazer pro seu coração "meio que partido" pensando na mãe
Mas precisava continuar...
A brisa fresca da manhã tocava seu rosto, tinha a oportunidade de ver o dia brindá-la com o sol raiando sobre o mar...
Ah, o mar! ! O doce e misterioso mar. um milagre do criador!
Sensação indescritível...
Dentro de si um amor
sublime e doce
Energia calma, pacífica, inspiradora...
Um sentir tão particular a ponto de palavras não o poderem expressá-lo.
Amor que se revelava mesmo no silêncio
Transcendia o corpo, Morava na alma.
Amor feito sonho pelo qual ela dormiria a vida inteira.
Sentia a sua presença como se elétron fosse.
Partículas sintonizadas. Fios de encaixe Simultâneos,
transbordando de energia.
Podia sentí-lo com o pensamento
Celebrava pois aquela atração de raios
Ora azul, cor de mar,
infinito...
amarelo, cor de ouro,
jóia rara...
verde, cor da esperança,
vida...
rosa, cor de romance,
ternura...
Ou brasa, cor de vulcão.
Ilusão.
Sabia... Sentia...
Seu querer era recíproco...

Era?????????????

Parte XX "Ousar é o verbo. Coragem o substantivo."

Segundo o dicionário.
Significado de Transgressão:
Transgredir as regras.
Fazer algo errado, fora da lei, desobedecer, violar, ...
Partindo do princípio de que a regra vale para o grupo,
mas nunca se encaixará 100% para o indivíduo;
diria que Íxia não "transgrediu"; apenas "ousou"...
"Ousar é o verbo. Coragem o substantivo."

A Romaria estava marcada. Sairia na sexta .
Tinha pouco tempo para convencer os pais...
Pensou. Pensou.
O argumento mais convincente seria mesmo uma "promessa".
Afinal, não se podia quebrar uma promessa...
O convencimento veio, não sem "esforço"...
Tudo acertado. Ela iria!.
Pra onde? Pra cidade onde morava o seu "amor"!
Estava ansiosa.
Não dava nem pra fazer planos.
Nem imaginava como seria.
Só tinha certeza de uma coisa: Ela o viria!
Ah sim! Daria um jeito de encontrá-lo...
O ônibus partiu cedo.
D, Hera deixou Íxia se ajeitar na janela.
Mãe tem dessas coisas.
Sabia que a filha gostava de olhar a paisagem...
A viagem foi tranquila embora demorada.
Se acomodaram num hotel bem simplesm mas tranquilo e aconchegante.
Ficaram em quatro.
D. Hera, Íxia, D Hortencia e sua filha Zinia
.
Ficaram amigas.
A diferença de idade entre elas era pequena. Três ou quatro anos mais ou menos.
Conversaram durante horas antes de dormir. Conceição ouvia-a atentamente.
Ixia era uma menina espontãnea,muito humana, alegre e divertida.
Sabia cativar as pessoas.
O distante agora parecia mais próximo com uma "aliada"
Durante o sábado participou de toda programação com D Hera e o resto do pessoal da Romaria
Estava feliz. Chegara a noite e olhando pro céu a
gradecia a Deus o dia.
Agradecia a oportunidade de estar alí e se adiantava ao pedido de "perdão"
Sairia logo ao amanhecer e sem dizer nada.Tampouco a D Hera
Justificava-se com Deus:
"Se eu disser Senhor, nada feito. Todo esse esforço irá agua abaixo"
Jamais D hera a deixaria ir. Só tinha dezesseis anos, não conhecia nada por ali.
Sabe-se lá o que encontraria. Até porque não era razoavel uma moça ir atrás de um rapaz."
Esta seria a justificativa de D hera para não permitir que fosse..
Estava decidida. Pra ela, os fins com certeza justificavam os meios...

Por instantes, para e contempla o horizonte
As estrelas tomam lugar no céu, os pequeninos pontos de luz mostram sua beleza
inspiração para um coração apaixonado...
Faltava uma "dormida" apenas e ela estaria frente a frente com seu amor.
A expectativa era tão grande que lhe tirava o sono...
Sentia-se como uma
lagarta.
Pela primeira vez abandonava o "casulo"
Começava a alcançar o status de "borboleta;"
Era preciso ter coragem de rompê-lo e voar...
Não era assim tão simples pra Ixia, ao contrário,
era um momento crítico marcado por uma sensação de sufocamento;
Mas era uma causa justa pensava.
Simplesmente "amor".