segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Parte XII Sentimentos...

O relógio já marcava 21 horas quando chegaram a cidade.
Se apressaram ao banho pra descerem até a rua de Flor de Lis.
Estavam lindas!
Dona Iris jogou um balde de agua fria nas duas.
Não sairiam. Pelo menos naquela noite...
Nesta altura do campeonato todos já sabiam que haviam chegado.
Não demorou muito uma das irmas de flor de Lis foi buscá-las
Ainda assim Dona Iris mostrou-se irredutível.
A prima, tirou do bolso um bilhete de Lirio,entregou para Íxia e despediu-se.
Foram as duas emburradas para o quarto decepcionadas. Nem jantaram,
Íxia fechou os olhos na tentativa de dormir mas não conseguiu de imediato,
embora estivesse exausta da viagem. Lia e relia o bilhete. Um convite para assistir o desfile de Sete de Setembro.
Seus pensamentos ficavam dando voltas e voltas.
Mal dormiu a noite de tanta ansiedade à espera do amanhecer...
Vivaz não quiz acompanhá-la ao desfile. Foi só.
Sentiu uma ponta de indiferença da amiga.
Afinal, ela era a única que compartilhava daquele seu momento especial
daquela "paixonite aguda"...
A única?
Íxia era meio que transparente; e por mais que quisesse
não conseguia disfarçar o que sentia;
Embora preferisse deixar "recluso" aquele sentimento
por não compreendê-lo bem, ele ganhava força; Crescia a ponto de escapar pelos olhos...

E algo a intrigava mais; depois daquela carta, estaria namorando?
Qual seria a reação dele ao vê-la?
Perguntas que não se calavam dentro de Ixia.
Ela agora já tinha 12 anos mas para todos
ainda "uma criança".
..

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Parte XI Doce toque de amor, romã, romance...

Véspera de Feriado! SETE DE SETEMBRO
Um convite surpreendente!
Ixia voltaria aquela cidade que aprendera a amar...
Sorriso no rosto.
Num segundo sua mente voa,
Seus pés alcançam as nuvens
Emoções que os os olhos não podem ver, mas a alma sente e se enche de ternura;
Momento sigular de IXIA
O amor existia, tinha sabor de chocolate quente de inverno,
tinha a cor daquele olhar e a essência daquele sorriso...
SIM! O amor existia! Chamava-se LIRIO.

Uma semente plantada no inverno.
Talvez brotasse naquela primavera...
Primavera?
Era fim de inverno mas dentro da menina IXIA
tudo já tinha cheiro de flor de um certo pé de romã que o vento balançava os galhos e as folhas secas castanho dourado caiam ao chão e seus frutos maduros pairavam no ar.
AR... Que lhe faltava só de pensar em reencontrar LIRIO...

domingo, 23 de outubro de 2011

"Parte X "Cartas são pílulas de amor táteis. Sentimento guardável.Escrever exige tempo e rascunhos e o último suspiro : será que eu mando?"

Ixia voltou a rotina.
Suas lembranças?
Uma multiplicidade de sentimentos.
Sensações que o coração ainda não compreendia.
Estava apaixonada?
A unica certeza que tinha era o desejo de vê-lo de novo
Ele? Talvez nem mais se lembrasse de sua existência...
Talvez?
A certeza chegou pela manhã quan
do se preparava pra ir pra escola.
Eram 10 hs da manhã quando o carteiro entregou uma carta,
Seu coração quase saiu pra fora.
Era dele... Só podia ser...
Correu, subiu pela escada do sotão e nem acendeu a luz.
Pegou uma pequena lanterna do seu pai.
Abriu a carta.
As palavras eram lindas, romanticas e determinadas.
"Diga sim e desde hoje serei teu namorado. Gosto de ti menina
Quero dizer pra ti que nunca mais saistes do meu pensamento"

Ixia não respondeu a nenhuma carta. Timidez.
(Mas desde este dia se sentiu enamorada e namorada.)
Este era o seu segredo....
Todos os dias ela chegava da escola, corria pro sotão
e pegava as cartas escondidas dentro de uma cama
guardada para as visitas.
( era uma cama dessas que dobravam e ocupavam muito pouco espaço).
Tinha um forro, "fundo falso" )
Lia,lia. Decorou uma por uma...
Mas um dia, chegou da escola e a cama não estava lá.
Sua Mãe dona Amarilís a havia doado.
Choreu. Chorou como uma criança que perde o seu brinquedo mais querido.
No seu caso, não mais um brinquedo; mas algo precioso, que alimentava seus sentimentos de menina moça.
Emoções e sentimentos guardados num coração que não cabia em sí
de felicidade...
Neste dia... se sentiu triste.
Uma luzinha se apagou pra ela..
Mas a lembrança das cartas, as emoções que faziam -na sentir;
a ternura, o afeto , o amor, Já moravam na alma...

Parte IX . Há uma "magia" e movimento no " trem de ferro" . Segue o trilho. Carrega sonhos, encontros e desencontros , sorrisos e lágrimas...


O dia ainda estava cinzento e o sol não conseguia se romper entre as nuvens.
A chuva fina voltava a cair.
Íxia, D. Iris e Vivaz e as tias chegam a estação.
Ainda faltavam alguns minutos para a partida do trem.
"Mineiro não perde o trem." D. Iris não era excessão; se adiantava sempre.
Íxia e Vivaz ficaram juntas, enquanto D Iris numa cadeira à frente conversava com as irmãs do lado de fora.
As amigas tentavam localizar os primos. Lirio na noite anterior havia prometido vê-la na estação.
A chuva cai com mais intensidade, o vidro enche-se com milhares de gotas, não deixando muita visibilidade lá fora.
Lá fora também nada a interessava a não ser aquele menino que em tão pouco tempo tinha tocado seu coração.
Suas esperanças desvaneceram -se quando o chefe da estação avisava o maquinista e aos passageiros para se prepararem.
Logo a seguir, um buzinar da máquina do trem, avisava da sua saída.
Sentiu seu coração quase pular pra fora quando se virou para trás e o avistou de longe correndo em sua bicicleta
Foi o tempo de se olharem. Um encontro de olhares que diziam.
UM PACTO?
Um adeus?
Talvez...
A viagem de volta começava e a pequena e acolhedora cidade ia ficando pra trás, suas luzes começavam a se perder no horizonte.
A saudade já começava a doer por tudo o que estavam deixando, mas sua cidade, família, a vida, a rotina do dia a dia esperavam por ela...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Parte VIII "Se eu não te amasse tanto assim Talvez não visse flores"

No céu , um emaranhado de nuvens carregadas não deixavam à vista nenhuma estrela.
Dona Iris não teria deixado que saissem se não fosse o jeito interessante de compreender Vivaz.
Era terna, embora tivesse aquele jeito meio durão de chamar a atenção...
Prometeram voltar logo. Só iriam se despedi, afinal era o último dia.
Despedida, palavra que doía em Ixia...
Todos estavam lá.
Ixia tingiu de brilho novo o verde dos seus olhos.
A luz que emanava dos olhos de Lirio alcançava-a
O fato de "sentir" aquele amor tornava-a uma menina diferente.
Tinha asas , podia até tocar o céu...
Se tornava FLOR...
Estava frio e a turma se limitou a bater papo.
Um deles sugeriu a brincadeira de passar anel. Talvez a pedido de Lirio, vai saber...
Ixia estava com o anel, sentiu uma imensa vontade de deixá-lo nas mãos de Lirio, sentiu vergonha.
Ele não, num toque leve, suave o deixou em suas mãos.
A chuva começou a cair forte e interrompeu a brincadeira
Ela se apressou em entregar o anel.
Sentiu o chão trepidar embaixo dos seus pés quando ele timidamente colocou-o em seu dedo.
Talvez fosse um anel de brinquedo desses que acompanhavam um doce, um pirulito.
Pra Ixia? Uma jóia inestimável. Uma prova de amor.
Ixia e ViVaz estavam fritas! D Iris já havia avisado.
Lírio se ofereceu a levá-las com o guarda chuva.
Quisera Ixia que o caminho fosse mais longo pra poder passar mais tempo em sua companhia...
Na despedida no portão Lirio olhou-a nos olhos, apertou suas mãos e disse baixinho:
- amanhá vou vê-la na estação.
Despediram-se com um olhar silencioso e secreto
O amor puro, doce ingenuo acontecia "dentro deles"
Ninguém mais precisava saber...
Sentiam-no ...

domingo, 16 de outubro de 2011

Parte VII "O amor não se define; sente-se."

O sábado amanheceu nublado.
Dentro de Íxia temporada de claridade...
Era extrovertida; porém bastava-lhe muito pouco para se sentir triste;
Talvez o excesso de sensibilidade tornava-a assim tão inconstante.
Saíram cedo. Foram andar pela cidade. Bater perna como dizia D. Iris.
Enquanto atravessava a rua, olhava pro céu, pedia em silêncio a Deus
que segurasse só mais um tiquim a chuva...
(Íxia tinha uma proximidade com Deus interessante.
Acreditava na sua existência e em seu poder, respeitava-o,
mas não o tinha como "aquele que punia"; ao contrário,
o sentia como aquele que estendia-lhe os braços,
ouvia seus questionamentos mais íntimos,
Suas alegrias e suas tristezas. Alguém que a conhecia a fundo e ainda assim a amava...)
Estava tão distraída que não viu que Lirio vinha de bicicleta em sua direção.
Tomou um baita susto. Já estava a menos de dois metros dele; o menino de pernas finas e tortas
de dente encavalado mais lindo que alguém já teve oportunidade de conhecer...
Nunca sabia como agir diante dele, ainda mais assim no susto. Apenas sorriu.
Ele em resposta esboçou um sorriso largo, por entre os dentes.
H
avia uma grande diferença entre meninos e meninas;
Enquanto as meninas eram mais emotivas, mais ligadas as coisas do coração,
Gostavam de sentir, amor, amizade, felicidade, entusiasmo...
Meninos eram mais exibicionistas,
além de outras coisas como jogar futebol, soltar pipas,
brincar de biroscas , jogar finquim,
gostavam de aparecer e se exibir diante dos colegas.
E foi exatamente numa dessas exibições pra chamar sua
atenção
que a sua bicicleta esbarrou numa pedra e ele se desequilibrou.
Ficou envergonhado pelo tombo diante de todos. Principalmente diante dela.
Montou rapidamente, enquanto os demais o acompanhavam dando estrondosas gargalhadas...
Vivaz não se conteve em risos, enquanto Íxia teria coragem de mudar de lugar com ele só pra livrá-lo daquele mal estar ...

Sempre foi assim, se pudesse tomava pra si as dores do mundo,
principalmente das pessoas que moravam no seu coração...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Parte VI Alguns gestos são suaves ,fortes, marcantes e encantadores...









Já era sexta feira, Íxia queria que o tempo voltasse,
só tínham o sábado já que no domingo cedo iriam embora...
Como toda tarde, foram pra casa de Flor de Liz.
Lirio já estava lá.
Aquele menino durão, metido a indiferente, não mais existia. Mudara.
Vivaz entrou para chamar Flor de Liz
Era a primeira vez que ficavam a sós.
Um silêncio pairou entre eles; Até o momento em que Íxia
perguntou-lhe o motivo pelo qual ele não queria brincar
no time adversário ao dela.
Ele sorriu por entre os dentes, disse que não conseguiria roubar-lhe a bandeira
Primeiro porque tinha medo de machucá-la, achava-a pequena e frágil
e depois porque a sua proximidade o encabulava...
Foi a coisa mais linda que tinha ouvido em todos aqueles dias.
Embora não se achasse nada frágil...
Em cada encontro
uma nova descoberta;
cada palavra, cada gesto, cada olhar
despertava nela sensações e emoções diferentes.

Parte V "Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito..."


Vivaz Começava a se abrir para o mundo.
Surgia dentro de si uma nova maneira de pensar e aprender;

de construir suas relações sociais com outras crianças e adultos.
Caçula, única menina entre três irmãos;
os holofotes eram todos direcionados
a ela; sem contar,
que o Tio, a enchia de mimos e atenções;
o que de certa forma
tornava-a em alguns momentos mimada e controladora.
Tinha dificuldade de receber "não".
Mas tinha uma essência linda, era generosa, amiga, confidente,
solidária, espirituosa e muito afetuosa;

Mais interesante é que sem se dar conta já estava começando a amadurecer
vivenciando a possibilidade de pensar refletindo e se organizando internamente
para aprender aquilo que precisava aprender.
Abrindo a janela do seu coração para receber o novo.
Íxia e Vivaz tinham um mundo inteiro a sua volta para surpreendê-las a todo instante;
Bastava entrar sem medo no imaginário, flutuar nas asas do pensamento...
Passavam longas horas conversando.
Eram irmãs de coração e afeto.

Faziam traquinagens como toda garota normal.
Algumas vezes riam de coisas bobas, como entrar na mercearia, pedir linha verde
e sair morrendo de rir pedindo ao vendedor para deixá-la amadurecer.
Pegavam chuva (sem querer querendo) e quando chegavam diziam a Dona Iris que foram surpreendidas pela chuva.
Trés ou quatro vezes por dia compravam picolé só pra ver os primos de Flor de Liz.
e foi exatamente numa dessas idas e vindas na sorveteria que Vivaz acabou sujando
a calça branca de Íxia. Ficaram brigadas por toda a tarde; Vivaz com toda razão.
Íxia tinha sido completamente ríspida e sem noção...
Não demorou muito e Íxia pediu desculpas a amiga.
Uma característica positiva de Íxia. Reconhecer seu erro.
Dentro de Íxia ainda que menina a compreensão de que haveria de se ter
cumplicidade e generosidade...
Erros? Ela sabia. Não errar nunca; desumano impossível...
Nesta mesna tarde voltaram a sorveteria...
E foi o máximo!
Ixia ganhou um picolé de creme de ovos.
Lirio pela primeira vez olhou-a nos olhos e lhe disse:
- Um picolé pra menina mais interessante que eu já conheci .
Não disse nada. Também não precisava. Teus olhos disseram...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

IV "Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído, ele precisa nascer dentro da alma"

(Ilustração http://lilianaostrovsky.blogspot.com)
O sol não tinha se escondido ainda quando íxia e vivaz foram pra casa de Flor de Liz.
Meninos e meninas já brincavam na rua. Lírio não estava.
Íxia sentiu-se triste.
Afinal, desde o momento que acordara seu pensamento era reencontrá-lo.
Já havia ensaiado frente ao espelho inúmeras frases de impacto para impressioná-lo.
Teve um desejo enorme de perguntar por ele mas se segurou; Afinal, meninas não deviam demonstrar tanto seus sentimentos, e também não tinha certeza da impressão que lhe causara. E
se tudo fosse apenas fruto de sua imaginação?
Mesmo triste entrou na brincadeira ; "rouba bandeira". Uma brincadeira divertida onde um time tinha que roubar a bandeira do outro;
( bandeira era nada mais nada menos que um galho de castanheira ou algun chinelo usado para demarcar fronteira de um time e outro)

Estava absorta em pensamento quando ouviu alguém chamando por Lírio.
Seu coração
acelerou o ritmo. Desta vez pode observá-lo sem ser notada.
Magro, alto,
pernas finas e tortas; sombrancelhas grossas,
Donos dos olhos mais misteriosos e ternos ...
Sentiu frio, sentiu calor, uma sensação estranha como se perdesse o fôlego.
Seria isso sinônimo de paixão? Pensava; Então estava completamente apaixonada!
A brincadeira seguiu e foi chamada para vigiar a " bandeira" .
Era esperta. Mas dificilmente conseguia segurar os meninos porque eram maiores mais fortes e rápidos.
No auge da brincadeira sentiu-se surpresa quando Lirio pediu que o mudasse de lado.
Disse que se continuasse no mesmo lado sairia da brincadeira.
Dali em diante começaram as implicâncias de Íxia.
Implicava com o seu jeito de ser, expressar e de contestar tudo.
Ele por sua vez não ficava pra trás, ria do jeito dela de conversar de falar depressa e de questionar tudo principalmente o que ele dizia.
Estava nascendo entre eles um sentimento próprio de adolescente.
Não sabiam reagir direito ao novo sentimento que brotava dentro dos dois...

domingo, 9 de outubro de 2011

Parte III "A alma é uma borboleta..."



"Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro."
Rubem Alves

Amanheceu.
Ixia abriu os olhos sob os primeiros raios de sol na janela.
Nunca ficou tão feliz em acordar cedo.
Sentia-se inquieta, como se um formigueiro doce habitasse seu coração.
Pensativa, tentava organizar sentimentos como se fosse possível organizar sentimentos;
Estava curiosa pois o dia parecia possuír um cheiro especial e a sua sensibilidade era suficiente para sentir aquele momento; cor, tom, fragrância fresca e textura fina como uma seda...
Mas como?
Pensava com os seus botões...
Como poderia uma menina sentir -se tão apaixonada!
Afinal, fora apenas um único encontro e eles nem se conheciam...
Tinha medo de que ouvissem seus pensamentos; afinal ainda era apenas uma menina de 11 anos...
Levantou,dobrou os cobertores, enrolou o colchão para guardá-lo.
Vivaz sobre um profundo sono despertou, saiu da cama, escovaram os dentes e prosseguiram à mesa do café,
Sobre a mesa, pães quentinhos , manteiga, leite e um queijo Minas, café quentinho e cheiroso...
Tudo perfeito!
Como perfeita era a viagem, a vida, o amor...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Parte II "O olhar é a linguagem do coração."


O OLHAR
Pode Registrar
Dizer, silenciar
Aproximar, despertar,
Encantar, envolver, iluminar...



Era uma noite agradável, apesar da temperatura baixa e o pouco movimento nas ruas.
Noite típica de inverno em que as pessoas tendem a passar mais tempo dentro de casa.
Vivaz e Íxia; ao contrário queriam aproveitar cada instante da semana de férias de Julho...
Flor de Liz já esperava no portão.
Sentaram-se debaixo de uma grande árvore que ficava ao lado da casa.
A amiga pediu que esperassem pelos amigos e também os primos que moravam do lado; pois poderíam conversar e bolar alguma brincadeira...
Eis que neste instante uma janela ao lado se abre. O primo sai até o portão. Ela o chama.
Ele vem chegando lentamente como se dissesse hoje não tô afim de brincadeira.
Luzes se acenderam dentro do coração de Íxia
O primeiro registro : Seus olhos Castanhos; cor de folha seca. "Tons de mistério"
Olhar terno, firme, parecia sincero...
Anestesiada!
Exatamente assim se sentiu Íxia.
Foram apresentados.
Lírio Também se sentiu mechido. Ixia percebeu isso quando seus olhos se cruzaram. Fingiram uma certa indiferença.
Mas enquanto o papo rolava entre a turma, ela podia observá-lo olhando em sua direção; e quando retornava o olhar ele disfarçava, ou começava a fazer algo diferente, como riscar o chão com uma varinha...
Estava surpresa tamanho impacto aquele olhar lhe causara...
Sentia que era recíproco...
Permaneceram ali por quase duas horas até que Vivaz atinou-se de que já era tarde. Despediram-se e prometeram voltar no dia seguinte...

Parte I "ser livre é ter um caso de amor com a própria existencia e desvendar seus mistérios" Augusto Cury


Era a primeira vez que viajava sem a companhia da família,
Estava sob os cuidados da mãe de VIVAZ sua melhor amiga.
Dona IRIS era uma
pessoa maravilhosa, que a fazia sentir-se em casa...
Mas sentia ainda assim algo diferente dentro de si
Como um passaro saindo da gaiola
De um lado a sensação de liberdade
do outro, o medo e a insegurança de voar...
Eram quase 7 horas da noite quando sairam
pra conhecer a cidade...
Eram como irmãs, confidentes;
respeitavam-se em suas diferenças...
Olhava tudo com inquietação de menina
Tudo era novidade,
A cidade bem aconchegante,
as pessoas pareciam simpáticas...
VIVAZ resolveu chegar até a rua que costumava ir
onde tinha uma amiga que admirava:FLOR DE LIZ.
Apresentava-se bem mais madura apesar de terem quase a mesma idade,
dois ou tres anos de diferença.
Bem segura de si, inteligente e amável...
IXIA gostou muito de conhecê-la...
Conversaram um bom tempo e prometeram voltar no dia seguinte...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quando o amor acontece...

INTRODUÇÃO
Desde o momento, em que o viu pela primeira vez, os olhos de IXIA encheram-se de encanto. Sentiu um frio na barriga e ao mesmo tempo um certo medo de não vê-lo de novo...
Era como se já soubesse tudo sobre ele e, ao mesmo tempo, quisesse ouvir tudo o que tinha pra falar...

Tempo de escrever...




ESCREVER...

Faz bem
Ao coração
E à razão.
Ilumina
A Alma
Dissipa
A tensão.
(Juli Lima)


Eu paro, movo-me, transpiro e respiro, nas linhas escritas das emoções que vivo.

Joakim Antonio

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Deus cuida de mim...

Obrigada Mozão pelo amor que me dedica quando eu mais preciso ...


'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'
(Ana Jácomo)

domingo, 2 de outubro de 2011

Vivemos num país laico, livre e democrático,

Há se ter esforço, reflexão e ação para respeitar o outro como é ...
Acontecendo hoje dia 02 de outubro em GV, no Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), rua sete de Setembro, nº 2479, Centro; I Conferência Regional LGBT.
"Que as gerações futuras possam viver num mundo onde toda modalidade de preconceito e discriminação, motivadas por questões raciais, religiosas, políticas e de orientação sexual e identidade de gênero, estejam definitivamente suprimida do convívio humano. "

( http://leandrobenedet.com.br/?tag=lgbt)