domingo, 6 de novembro de 2011

Par XIV Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Saint-Exupèry


Íxia sentia um "desassossego" .
Uma tristeza sem nome.
A tarde não saiu de casa.
Tampouco acompanhou Vivaz a casa de Flor de LiZ.
Preferiu ficar só com seus pensamentos.
Alguns questionamentos como:
Porque tinha ela de conhecer aquele menino
capaz de fazê-la sentir-se nas nuvens;
Fazer sua vida ganhar nova forma, novo tom, novo som,
pra depois fazê- la sentir-se tão triste?
A verdade é que sentia demasiado tudo a sua volta.
Talvez carregasse mesmo o coração do lado de "fora" como dizia uma amiga.
Embora precoce, sentia-se mudando...
Doía mudar. A cabeça se enchendo de coisas novas
fazendo certezas se tornarem dúvidas intermináveis.
Crescer naquele momento pra Íxia era meio que "solitário" ,
um assunto inteiramente "dela", protegido pelas muralhas da sua fantasia...
A noite chegou e com ela um recado trazido por por ViVaz.
Estavam todos esperando por ela na rua.
Vivaz não sabia o motivo do desassossego da amiga,
embora desconfiasse se tratar de algo relacionado a Lirio
porque ele também parecia estar triste.
Embora nada tenha dito. Era reservado demais.
Vivaz se aprontou e de novo insistiu com Íxia.
Ela relutou mas acabou cedendo aos apelos,
Não da amiga, mas de seu coração; ele sempre falava mais alto.
Lirio estava sentado no portão. Como se a esperasse.
Tinham uma "química" explosiva no olhar.
Olharam-se encabulados.
A turma foi chegando...
Era mais uma noite de brincadeira .
Nesta noite, a brincadeira já tinha sido escolhida.
ou melhor, devidamente "planejada"
Pêra, uva ou maça?
Ficavam em círculo, e uma pessoa sorteada pela turma
coordenava a brincadeira.
A sorteada da noite? Flor de Liz
E então neste noite, de olhos vendados, ele escolheu Ixia.
Sorte? Não!!!!!!!!!!
Tudo combinado!
E então a resposta. "Maçã"
Houve um beijo no rosto...
Não era o que esperava a turma...
Mas, respeitavam seus limites. Um beijo no rosto...
Nesta noite, ele a levou na porta de casa...
Havia uma cumplicidade de olhar, de sentir...
Quando uma voz lá de dentro soou...( era D. Iris)
Apressava-a pelo horário...
E então, ele timidamente pegou suas mãos
E disse com um tom meio que "se achando"
-Te vi no desfile. Gostei que tenha ido me ver desfilar
Gostei mais ainda do seu jeito "bravo"
Gosto disso em Ti , esse teu jeito de ser transparente.
A menina que tu vistes é amiga de sala
colocando um acessóri o da Patria que havia
descolado da minha camisa.
Um silêncio pairou entre eles.
Pelo olhar parecia desfeito o mal entendido entre eles.
Despediram-se e ele prometeu visitá-la em sua cidade.
Estavam namorando, embora ainda não tivessem-se beijado...
Quem sabe numa próxima vez.
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