quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AMORES PLATÔNICOS......


Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre,
amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto.
Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das ideias. Porque Ideia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.
A expressão amor Platônico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Ideia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre a falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco.

Talvez o AMOR platônico seja mesmo algo bem distante do real...
Ama-se a quem nem se conhece de verdade;
Ama-se o mistério, mitifica-se o ser amado colocando-o em uma posição de perfeição, que só pode existir quando não conhecemos alguém suficientemente para reconhecer nela o que carrega de mais mortal...
É difícil entender um amor platônico.
As vezes chega parecer até ridículo...
Como é possível amar tanto algo que não está ao nosso alcance?
Simples. Amamos o "significado", a representação imaginária...
Alguns amores platônicos duram uma vida;
outros passam como relâmpagos.

Alguns desses amores fazem chegar a algum lugar,
como uma ponte que liga de alguma forma o que somos e temos hoje.
Talvez o platônico traga mais resistência aos sentimentos, mais aceitação, até resignação por ser o impossível; ou quem sabe um canal, de fuga, de opção para qualquer decepção ou dor, voltamos correndo a ele, que nessas horas parece ser um porto seguro...

"...espera inquieta,
por alguém que nem sabe quem é.
Apenas anda e observa,
e vê em cada rosto
a possibilidade do encontro
que sempre sonhou pelo caminho:
o sorriso que tanto procura
nos lugares por onde passa,
nos capítulos que esperam,
nas lágrimas solitárias,
no romantismo em vão escondido.
Quase implora pela chegada
desse corpo e dessa alma
que finalmente surja
disposta a ser seu abrigo."
Aliz de Castro Lambiazzi
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