domingo, 30 de maio de 2010

Viver a dois só se é possível através do amor e pelo amor.

Encontrei ontem um ex aluno.
Um rapaz simpático. Inteligente, positivo, questionador.
Quando meu aluno, um pouco irreverente.
Hoje mais sutil.

O admirava porque não aceitava tudo o que lhe era imposto sem questionar.
Disse que acompanhava o meu blog. Fiquei lisonjeada é claro.
Pediu-me que escrevesse sobre as vantagens de continuar casado com alguém que não se suporta mais dividir o mesmo espaço. em nome dos costumes; tradições e religião.
Vou chamá-lo de meu lindo, como chamava a todos meus alunos, inclusive ele.
Eu sei que muitos jovens asseguram que não vêem nenhuma razão para se casarem, menos ainda para permanecerem casados. Posso compreendê-los perfeitamente, mas não tenho a mesma opinião.
Quanto ao pedido, infelizmente não será possível.
Como posso falar das vantagens de continuar casado com alguém que já não se suporta dividir o mesmo espaço, em nome das tradições, costumes ou religião?
Não!
Não acredito que exista outro motivo para viver a vida a dois senão o sentimento chamado AMOR. Viver a dois só se é possível através do amor e pelo amor.
O que eu posso dizer é que nestes 26 anos de casamento eu não estaria mais vivendo o matrimônio se estivesse apenas atendendo às expectativas dos outros, das convenções, dos costumes. tradições e religião
Vivo a realidade do casamento. Estou colhendo as rosas mas sei dos espinhos.
Quem disse que viver a dois é fácil?
O que acontece é que a gente costuma investir em tudo; no trabalho, amizade, e não investe no afeto a dois. Se buscamos aperfeiçoar nosso trabalho, reciclar nossos conhecimentos, estudar e alcançar metas, porque não procedemos da mesma forma em nosso casamento?
Não vou mentir dizendo que não me importam as tradições, como casar na igreja por exemplo. Me casei de acordo com os costumes da religião católica da qual fui criada.Era um sonho meu, me casar na igreja, de vestido branco e tudo mais. Isso não significa que eu vá exigir dos meus filhos que se casem como me casei.Gostaria sim que se casassem como manda o figurino, mas eles farão suas escolhas. e eu saberei aceitá-las.
Um dia desses. ouvi uma palestra do Padre Fábio de Melo,( ser humano iluminado); Dizia que a celebração do casamento é presidida por um ministro, e confirmada pela igreja, mas quem celebra são os noivos. Se os noivos não assumem o sacramento todos os dias ele vai acabar. Deus une, mas a união exige o empenho humano.
A verdade é que antes de qualquer decisão, há de se saber que um casamento é sobre tudo uma decisão que precisa ser pensada. São pessoas diferentes, com culturas diferentes, e criações diferentes, que vão morar sobre um mesmo teto, e constituir uma família, a base da nossa sociedade.
Pra terminar, diria que o casamento é alegria, vida!
Não o casamento de aparência, de fachada imposto por convenções.
Ou a "prisão" usando como justificativa os filhos, mas que na verdade é pura covardia com os próprios.
Quando digo esforço, quero dizer empenho.Posso dizer por experiência própria. O esforço vale a pena. Sinto isso quando vejo minha família sentada à mesa de café, ou mesmo na sala conversando. Percebo a harmonia entre os meus filhos e o pai. A felicidade deles em perceber a união e o amor entre nós dois.
E então agradeço a Deus por ter nos dado paciência, por ter sustentado o nosso casamento e principalmente por a gente não ter desistido um do outro nos momentos mais difíceis.
Talvez tenhamos tido muitos motivos pra nos separar , mas hoje estou convencida de que temos muito mais que 2010 motivos pra continuar juntos e vivenciar o o nosso amor. AMÉM.


Postar um comentário