segunda-feira, 12 de abril de 2010

Conto de amor...

A CARTA
Eram dez horas quando o carteiro deixou em suas mãos as correspondências...
Seu coração quase saiu pra fora; uma das cartas endereçada a ela.
Era dele, pensou. Só podia ser...
Deixou as outras correspondências sobre a mesa. Correu, puxou a escada do sótão, acendeu a luz. Abriu a carta...
Palavras lindas, ele era romântico.
Será que estava namorando? O que diria aos pais?
Um trecho da carta era claro, ficava "martelando" sua cabeça.
-Diga sim e seremos namorados. Tu sabes, gosto de ti.
O tempo passou....
Não respondeu as cartas. Timidez...
( No fundo já sentia-se namorada)
Em segredo, ele já era o seu amor...
Uma rotina. Chegava da escola, corria pro sótão, pegava as cartas
escondidas no "fundo falso" do colchão de uma cama antiga
que dobrava e ocupava pouco espaço.
Lia tanto que chegou a decorá-las; uma por uma.
Um dia, chegou da escola, correu pro sótão como de costume.
A cama não estava lá; havia sido doada pela mãe...
Chorou todas as lágrimas do mundo...
Sentiu-se como uma criança que perde o brinquedo mais querido; no seu caso, não mais um brinquedo, mas algo precioso, que alimentava seus sentimentos de menina, guardados no coração que não cabia em si de felicidade...
Uma luzinha se apagou...
Sentia uma vontade incontida de chorar, mas respirava fundo.
Embora as cartas não estivessem mais ali, a doçura, carinho, e o afeto,
já haviam contagiado o seu coração de menina apaixonada...


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